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União diminuiu em 60% o valor orçamentário previsto para que a Polícia Rodoviária possa trabalhar, com isso a PRF no RS, reduzirá fiscalização de radar móvel e apreensões de drogas, entenda o caso

As rodovias federais do Rio Grande do Sul terão menos radares móveis flagrando os abusos de velocidade cometidos. Também haverá diminuição nas ações que apreendem drogas, carros roubados e mercadorias contrabandeadas.

As medidas serão adotadas após o contingenciamento orçamentário imposto à Polícia Rodoviária Federal (PRF). No dia 30 de março, a União publicou o decreto 9.018/17, que diminuiu em 60% o valor previsto para investimentos da PRF em todo o Brasil.

– Nossa presença com a fiscalização, com o equipamento gerando milhares de imagens processadas de veículos que transitavam em excesso de velocidade, gera um custo de processamento e de postagem de correio, para que de fato essas autuações gerem penalidade aos infratores. Neste momento, a gente não vai ter condições de fazer o processamento. O custo de correio para fazer essas notificações de penalidades é inviável para o orçamento atual que temos. Consequentemente, a diminuição da presença ostensiva e, consequentemente, das atividades preventivas, a gente vai precisar suspender. Vai provocar uma redução significativa – disse o superintendente da PRF no Estado, inspetor João Francisco Ribeiro de Oliveira, em entrevista ao Gaúcha Atualidade destaa quarta-feira (5).  

No começo do ano, o departamento previa gastar R$ 420 milhões. Esse valor caiu para R$ 236 milhões. E o corte poderia ter sido maior.

Segundo o superintendente, a direção geral da PRF tentava demonstrar ao Ministério da Justiça o impacto que esse corte ocasionaria. Foi possível recompor apenas uma parcela, mas não o suficiente para impedir que ações dos policiais rodoviários fossem suspensas. 

No Rio Grande do Sul, o investimento previsto para 2017 era de R$ 14 milhões. Ainda não há informação sobre o tamanho do corte que a superintendência gaúcha irá enfrentar. De janeiro a junho já foram gastos R$ 6,7 milhões. 

Haverá suspensão de escoltas, atividades aéreas e redução de viaturas em patrulhamento. A PRF irá priorizar o atendimento a acidentes com vítimas, além do combate a ilícitos. Horário de funcionamentos dos postos também será alterado. Se as medidas não forem suficientes, postos poderão ser fechados ainda em 2017.

Além da diminuição de fiscalização com radar, as rodovias federais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina enfrentam, desde 27 de junho, a inoperância dos controladores de velocidade. As infrações não estão sendo registradas porque o contrato chegou ao fim e ainda não foi prorrogado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Ouça a entrevista com o superintendente da PRF no RS:

Fonte GAÚCHA


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