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Tornado em Xanxerê: Homem teve dedo decepado e viu amigo morrer a menos de um metro, veja entrevista comovente com o sobrevivente

Otávio Albani conta como foi o tornado que matou duas pessoas no Oeste de Santa Catarina

Otávio Albani, de 63 anos, viu a morte de perto. Ele estava trabalhando na seperação de medicamentos da AGV Logística, em Xanxerê, quando o tornado que arrasou a cidade na segunda-feira derrubou o barracão da empresa. Ele ficou soterrado por tijolos, teve um de seus dedos decepado e parte da pele do braço esquerdo arrancada, mas conseguiu escapar com vida. Seu colega Deonir Comin, no entanto, acabou não tendo a mesma sorte e foi uma das duas vítimas fatais do tornado no Oeste de Santa Catarina.

O filho Rafael Albani, 23 anos, que trabalha na mesma empresa, correu até o local e se ajoelhou quando viu que o pai estava vivo. No final da manhã desta quinta-feira, Otávio concedeu uma entrevista ao Diário Catarinense contando como foi o dia do tornado.

Diário Catarinense: O que você lembra do tornado?
Otávio Albani: Foi terrível. Tá louco. Foi questão de segundos e estourou tudo.

DC: O que você estava fazendo na hora?
Albani: Eu estava separando medicamentos e aí escutamos o barulho. Fomos fechar as portas do barracão e no que fechamos veio o vento e derrubou tudo.

DC: Onde você estava nessa hora?
Albani: Tentamos nos proteger na parede, do lado da porta, não esperávamos que fosse cair tudo. Eu e meus colegas ficamos debaixo dos escombros.

DC: Você estava próximo do Comin, que faleceu no tornado?
Albani: Não dava nem um metro de onde ele estava. Ele não teve a mesma sorte que eu.

DC: E como você escapou com vida?
Albani: Não sei. Tinha umas bolsas de medicamento perto. Acho que isso ajudou a segurar.

DC: Você ficou consciente?
Albani: Sim, quando vi que estava preso comecei a gritar por socorro. Aí me ajudaram a sair. Se você visse como ficou não dá para dizer como eu saí com vida. Não dá tempo para nada, é questão de segundos.

DC: Mas você lembra de tudo o que aconteceu?
Albani: No primeiro dia não consegui dormir.

DC: O que você lembra mais da hora?
Albani: Era um desespero, meu filho que estava no escritório e veio correndo. O chefe corria que nem louco. Foi triste, me peguei no meio do vendaval.

DC: O que você quer fazer quando sair?
Albani: Quero voltar a trabalhar.

 

 

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE


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