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RELATO EMOCIONANTE – Defensora ajuda mulher em trabalho de parto na rua no RS, Ela não teria conseguido lugar em Hospital por morar na rua, confira

Mãe e bebê passam bem e foram encaminhados a hospital, conta defensora.
Secretaria Municipal de Saúde diz que a paciente desistiu de atendimento.

Defensora pública ajuda mulher em trabalho de parto em Porto Alegre 

Poderia ser mais um dia normal na vida de Patrícia Kettermann na Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Mas, na quarta-feira (23), ela vivenciou algo diferente. Em relato compartilhado em seu Facebook, conta que ajudou uma mulher em trabalho de parto que foi ao prédio público justamente para pedir ajuda, em Porto Alegre.

“Um dos momentos mais incrivelmente emocionantes da minha vida”, resumiu ela na publicação.

De acordo com Kettermann, ao chegar ao trabalho às 7h, viu uma mulher sentada no chão em frente ao prédio, com dores. Ao decidir conversar, ouviu que ela e seu companheiro “foram tratados feito bichos” em dois hospitais que procuraram para atendimento durante a madrugada. O casal vive nas ruas da capital gaúcha.

Casal vive na rua e pediu ajuda após mulher sentir dores (Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Kettermann)
Casal vive na rua e pediu ajuda após mulher sentir
dores (Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Kettermann)

Eles, segundo o relato, buscaram a Defensoria em busca de ajuda, embora, aparentemente, não soubessem que se tratava de uma gravidez. “Eles acham que ela tem uma forte infecção ginecológica”, escreve Kettermann no post.

A decisão da defensora pública foi ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendê-los. Enquanto a ambulância não chegava, voltou a conversar com o casal.

Ambos mostraram ter documento de identificação. E, ao longo da conversa, afirmaram ter um amigo assistente social que poderia lhes auxiliar na garantia de seus direitos.

O quadro de saúde da mulher piorou com o passar do tempo. Com muitas dores, ela acabou se escondendo atrás de um contêiner de lixo e, por vergonha, evitou a presença da defensora, conforme a própria relata no post. Apenas com o pai ao lado, a mãe pariu sozinha seu filho.

“Voltando para a Defensoria (que fica a uns 20 passos), vejo que ele tira a blusa e se abaixa rápido. Logo começa a gritar e me chamar, dizendo: ‘Nasceu, nasceu!’. ‘Nasceu??????’. ‘Sim, nasceu’. Volto ao contêiner e lá está ele, envolto serenamente nas roupas do pai”, escreve Kettermann em sua postagem.

Essas pessoas, para muita gente, são invisíveis, mas elas estão ali. Era uma vida. Fiz o que pude e faria de qualquer maneira.”
Patrícia Kettermann, defensora pública

Ainda de acordo com a defensora, a ambulância chegou em seguida e realizou o atendimento médico na mãe. Ela e o bebê passam bem e foram encaminhados a um hospital.

“Sou apaixonada pela defensoria. Essa profissão é minha vida. Quando cheguei e vi ela [a mãe] deitada na frente da calçada, contaram que tinham sido recusados em dois hospitais. Essas pessoas, para muita gente, são invisíveis, mas elas estão ali. Era uma vida. Fiz o que pude e faria de qualquer maneira. Não consigo parar de pensar nisso, já chorei muito”, conta Kettermann, por telefone, um dia após o ocorrido.

O bebê recebeu o nome de Elias.

Até o começo da tarde desta quinta-feira, o post da defensora já contava com 1,6 mil curtidas, 155 compartilhamentos e 287 comentários.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde diz que a paciente foi atendida, mas desistiu de prosseguir com o acompanhamento e foi embora da sala de espera. Leia na íntegra:

A respeito de indagações  sobre a paciente. Ela foi atendida as 4:29 minutos desta quinta-feira. Relatou ter sofrido agressão do companheiro. A mesma foi atendida. Conforme o prontuário de atendimento foram feitos oito exames e constatada a gravidez. O médico emergencista solicitou o encaminhameto dela para local onde pudessem acompanhar a gestação. Pediram para ela aguardar o resultado dos exames. A paciente desistiu de continuar o atendimento, não levando cópia de seu prontuário e nem dos exames feitos, por deduzir o emergencista, de que ela deveria ficar em observação e ser conduzida ao local próprio pela sua gestação. Mas os registros seriam feitos após o retorno da paciente ao emergencista, o que não ocorreu. Ficou registrado que ela abandonou o atendimento indo embora da sala de espera.
Relatos de terceiros, indicam que a mesma estava em contenda com o companheiro

 

(Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Kettermann)

Fonte Roberta SalinetDa RBS TV


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