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Porto Alegre é a cidade com maior incidência de Aids no Brasil… Saiba mais…

A capital gaúcha é a cidade com maior incidência de Aids no Brasil nos últimos dez anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A taxa média é de 95,20 casos por 100 mil habitantes de 2005 a 2015. Nos últimos cinco anos, porém, houve queda no índice, principalmente em 2015, que teve 74,21 casos por 100 mil habitantes.

Gerações

Duas gerações, uma doença em comum. Yura Espíndola, 25, é empresária e vive há dois anos e meio com Aids. Contraiu o vírus HIV do parceiro fixo. Hoje, tenta conviver bem com a rotina de medicações e recebe o apoio da família. Beatriz Pacheco, 69, é advogada, mãe, avó e vive há 25 anos com a doença. Também contraiu o vírus do parceiro fixo. Inicialmente, a expectativa de vida era de apenas alguns meses. Nessa quinta-feira, elas participaram da programação da prefeitura na Praça da Alfândega, pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro.

Testes

Durante o dia, a Secretaria Municipal de Saúde levou testes de HIV, sífilis e hepatite C ao Centro Histórico da Capital, com seis espaços para coleta de sangue e dez consultórios, além de profissionais de saúde para orientar e atender o público. Foram atendidas 525 pessoas, com a realização de 1.575 testes, dos quais cinco foram reagentes para HIV (0,9%), 64 para sífilis (12,19%) e nove para hepatite C (1,7%). No total, 442 testes foram não reagentes (84,19%). O serviço ainda estará disponível nesta sexta-feira, das 9h às 17h, no eixo central da praça, próximo ao Margs. A ideia é orientar quanto à importância da prevenção, detecção e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis e Aids.

Pela manhã, Yura e Beatriz participaram de um bate papo no qual falaram a respeito da história pessoal, enfatizando a importância do uso de preservativo na relação sexual. “Não é bom viver com HIV, mas é possível. Se usar camisinha é difícil, pior é viver com HIV”, enfatiza Beatriz, que se intitula “HIVÓ”. Ela conta que receber o resultado do exame foi um choque. “Por que eu?, pensei”. Naquela época, em Aids, se falava em grupos de risco. Não era o caso de Beatriz. A respeito do preconceito, ela ensina: “Quando a gente parar de rotular o ser humano, vamos conseguir pensar melhor nesta epidemia, pois o HIV é para qualquer pessoa, em qualquer idade”. Para reforçar o recado aos jovens, Yura disse que a testagem é fundamental e deve ser frequente, além do uso da camisinha na hora da relação sexual.

Com o tema “Aids, esta luta também é sua”, a ação inclui ambiente com jogos interativos, rodas de conversa, orientações de prevenção, distribuição de preservativos e atividades educativas. Casos reagentes para HIV são orientados por profissionais e encaminhados aos locais de atendimento para exames complementares e início do tratamento. Já em caso de confirmação de sífilis, é possível iniciar o tratamento na hora, com aplicação da primeira dose de penicilina.

Durante todo o mês de dezembro, estão previstas ações e oferta de testagem em diferentes locais da cidade, que serão identificados por um grande laço vermelho itinerante, símbolo da campanha. Com isso, a ideia é divulgar estratégias de prevenção do HIV e demais infecções sexualmente transmissíveis, como proteção nas relações sexuais, com o uso da camisinha, testagens regulares e início do tratamento o mais cedo possível em casos reagentes.

Fonte / Jornal O Sul


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