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Homem morre tragicamente em Tenente Portela

Chega a 12 o número de suicídios só este ano na Região Celeiro. Foto: Ilustração

Um homem morreu tragicamente na tarde de quarta-feira, 24, em Tenente Portela.

Irton Roloff, de 43 anos, foi encontrado por familiares em óbito, por volta das 15h, em sua residência, na localidade de Alto Azul, no interior do município.

O corpo da vítima passou por necropsia no Posto do IML de Três Passos e foi velado em sua residência. Sepultamento aconteceu na tarde desta quinta-feira, 25, no cemitério de Lajeado Azul.

O caso chama a atenção para o elevado número de suicídios que, só este ano, chega a pelo menos 13 na Região Celeiro. Somente em Três Passos já são 3 casos, 2 em Bom Progresso, 2 em Campo Novo, 1 em Crissiumal, 1 em Humaitá, 1 em Sede Nova, 2 em Tenente Portela e 1 em Tiradentes do Sul.

Três Passos em 2º lugar no Brasil

De acordo com o Mapa da Violência, até o ano de 2015, o RS liderava o ranking nacional de suicídios. O Estado ainda tinha 11 das 20 cidades brasileiras que mais tiveram casos. Três Passos (2º), Três de Maio (5º), Nova Prata (6º), Santa Cruz do Sul (11º), Tupanciretã (11º), Santiago (12º), Canguçu (13º), Lajeado (14º), Venâncio Aires (15º), Encruzilhada do Sul (18º) e Osório (19º).

Os municípios com maior incidência de suicídio no estado são de colonização alemã. Porém, para o coordenador do departamento de psiquiatria no Estado, Marco Antonio Caldieraro, isso não é o determinante. Para a Doutora em Ciências Médicas, Rosa Maria Martins Almeida, da UFRGS, o tema deve ser tratado como um problema de saúde pública e o governo deveria criar programas e campanhas de prevenção.

Um tabu para a imprensa

Apesar dos dados alarmantes de suicídio no Brasil e no Rio Grande do Sul, o assunto é pouco tratado pela imprensa com a justificativa de que a visibilidade do tema pode influenciar quem está predisposto.

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros ainda não aborda a questão do suicídio diretamente. Conforme o documento, os profissionais da imprensa têm a responsabilidade de preservar o direito à privacidade, a imagem e à honra das fontes. Também é proibido divulgação de informações de caráter pessoal, mórbido e sensacionalista.

O jornalista Carlos Etchichury foi o autor de uma série de reportagens sobre suicídio no jornal Zero Hora, em 2008. Etchichury entende que ao não divulgar o problema, o jornalismo está se omitindo da sua função: “ao não publicar matérias sobre suicídio, o jornal deixa de abordar uma das três principais causas de morte violenta no Estado—um assunto de alto interesse social. E não abordando este assunto, o jornal não cobra do Estado (uma das atribuições da imprensa é fiscalizar o Estado) políticas públicas capazes de combater o suicídio”.

De acordo com o jornalista, que defende mais publicações sobre o assunto, há manuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Brasileira de Psiquiatria que auxiliam os profissionais da comunicação na divulgação do suicídio. “Não sei se a publicação de reportagens teria, como consequência imediata, a redução das ocorrências. Mas os veículos poderiam, por exemplo, prestar um serviço público relevante para a população, orientando familiares e amigos de suicidas ou pessoas que tentaram se matar e cobrando políticas públicas do Estado.

3º lugar entre as mortes violentas no Estado

O suicídio ocupa a 3ª colocação entre as mortes violentas no RS, ficando atrás dos homicídios (1ª) e dos acidentes de trânsito (2ª), segundo o Datasus – Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde.

FONTE: TP News

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