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Documentos da Odebrecht indicam formação de cartel, diz jornal

Documentos da Odebrecht indicam formação de cartel, diz jornal | Foto: Luiz Cláudio / Folhapress / CP
As planilhas com os nomes de 200 políticos encontradas na casa do diretor-presidente da Odebrecht, Benedicto Barbosa, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, contém indícios de um esquema de caixa 2 de financiamento eleitoral em 2012. A informação é do jornal O Estado de São Paulo e foi divulgada nesta quinta-feira.

Em 2012, durante o pleito, foram eleitos mais de 5,5 mil prefeitos em todos os municípios do País. Conforme o Estado de São Paulo, as planilhas informam repasses a políticos de R$ 75 milhões, quase o dobro do valor declarado como doações do grupo empresarial nas prestações de contas, que ficou em R$ 38 milhões.

Conforme o jornal, a planilha indica que sete empresas ligadas à Odebrecht atuaram como patrocinadores de políticos que concorreram aos cargos de vereador e prefeito. Desse grupo, apenas três aparecem na contabilidade oficial dos partidos que foi entregue à Justiça Federal.

Há, por exemplo, nas planilhas o registro de diversas doações da empresa Foz do Brasil, braço da Odebrecht que atua na área de saneamento básico. Nas prestações de contas oficiais de 2012, porém, não constam repasses da companhia. O mesmo acontece com a Odebrecht Transport, outra integrante do conglomerado.

Parlamentares históricos

De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, as planilhas da Odebrecht ainda indicam repasses a políticos que sequer concorreram nas eleições de 2012, como a senadora Gleisi Hoffman e o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.

Entre os políticos chamados de históricos, que também não concorreram nas eleições de 2012, estão Sérgio Cabral, o atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, além do deputado Eduardo Cunha e do senador Lindbergh Farias.

Correio do Povo


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