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De funcionário a sócio… Saiba mais…

Abriu, recentemente, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, a Studio School, que se propõe a ser uma escola de Educação Infantil bilíngue. Isto significa que as turmas contam com dois professores, um que fala inglês e outro que fala português. Não tem um momento específico para um ou outro idioma, tudo é alternado o tempo todo. 
Além desta técnica, o espaço traz outras novidades, como a ausência de salas de aula tradicionais. A casa de 460m² é dividida em 11 ambientes de experimentação, sejam musicais, esportivas, nutricionais, entre outras. A vivência é voltada para crianças de seis meses a seis anos. 
 
O negócio foi criado pela professora de inglês Vanessa Machado, 27 anos, formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), e pela educadora física Vanessa Trombini, 39. Elas se conheceram em outro empreendimento de Vanessa Trombini, o Studio do Brinquedo, que funciona dentro do clube Leopoldina Juvenil, há 21 anos. Na época, a relação entre as duas era de proprietária e funcionária. Agora, são sócias.
“O termo bilíngue é usado de forma equivocada no Brasil. Por isso, optamos pelo regime de docência compartilhada. Não paramos em determinado momento e dizemos ‘this is an apple’ (isto é uma maçã), mas convidamos as crianças a brincarem com a frase ‘let’s play’”, exemplifica Vanessa Machado.
O investimento para matricular uma criança no Studio School parte de R$ 2.250,00 para um turno diário de atividades. Com almoço, o valor passa para R$ 2.530,00. A modalidade integral, com as refeições, custa R$ 3.750,00 ao mês.
 
Para começar a escola, as empreendedoras fizeram um estudo de viabilidade do projeto. Contrataram, então, os serviços de uma empresa júnior da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a Equilíbrio. “Se você soma os valores de um colégio com um curso de inglês, mais o transporte, vê que vale a pena”, reforça Vanessa Trombini, sobre a proposta do Studio.
 
O objetivo que as empresárias pretendem alcançar é tornar desnecessário o suporte de professores ou escolas particulares de idiomas para quem passar pela experiência bilíngue na infância. A casa fica na rua Marquês do Pombal, nº 386. 
 

Responsa: o estagiário que conquistou fatia na empresa em quatro anos

Leonardo entre Robson e Ricardo, seus antigos chefes e atuais parceirosLeonardo entre Robson e Ricardo, seus antigos chefes e atuais parceirosFOTO: FREDY VIEIRA/JC
 
Um lugar onde a turma do Chaves, Byllie Holiday e Robert De Niro ocupam a mesma sala. É com essa mistura de referências nas paredes que a República Agência de Conteúdo, de Porto Alegre, toca seus dias e pautas para diversos veículos de comunicação e empresas do País. Especializada em grande reportagem, com uma estrutura de seis pessoas, é onde o jornalista Leonardo Pujol, 28 (ex-estagiário do GeraçãoE), foi parar. Degrauzinho por degrauzinho, hoje, ele faz parte do trio de sócios da empresa, e agregou à carteira de clientes publicações reconhecidas no mercado, como a BBC Brasil e as revistas Piauí e Marie Claire.
 
A mudança na gestão da empresa gerou espaço para que ele entrasse na sociedade, a partir de dois fatores-chave: a necessidade dos sócios e seu interesse pessoal em crescer lá dentro. “Sou sócio oficialmente há três meses”, diz ele, que está há quatro anos na República. O caminho foi trilhado desde o início: enquanto era estudante atuou como estagiário e, depois de formado, foi contratado como funcionário, posição na qual permaneceu por um ano.
“Quando tu és sócio da empresa, ela depende mais de ti, e isso motiva muito. Vejo, também, o quanto aprendi em todo esse tempo”, relata ele, que agora cursa MBA em Gestão Empresarial. O desejo de que completasse o quórum não era segredo por parte dos sócios majoritários, Robson Pandolfi, 30, e Ricardo Lacerda, 34. “Essa vontade de que ele participasse era clara, somos seis aqui e temos uma rotatividade pequena. Então, fazia sentido o Leonardo ter uma participação maior do que simbólica”, emenda Robson. A iniciativa e a experiência acumulada do jovem incrementaram a intenção. “O grande lance é gostar do negócio e encará-lo como teu”, emenda Ricardo.Hoje, as rotinas de Leonardo incluem conversa com clientes e edição de textos, o que ele não participava antes.
 
O modelo horizontal de operação da empresa e proximidade entre seus membros contribui para que este tipo de abertura aconteça.
“Toda nota que sai daqui é resultado de uma construção conjunta”, aponta Robson. Por conta disso, quem entra lá acaba tendo uma evolução gradual das técnicas de escrita, entrevista e apuração. A estrutura enxuta possibilita que os ganhos da equipe sejam proporcionais ao lucro de cada mês. “Por sermos pequenos, aqui não tem passaralho. Creio que isso dê certa segurança”, adiciona. E Leonardo, além de agora ter mais responsabilidades, aumentou seus ganhos fixos em 50%, além da flexibilidade nos planos.”Penso em morar um tempo fora com a minha família e coloquei isso para os guris. Como podemos trabalhar remotamente, não foi um problema”, comemora.

O vínculo empregatício que deu vez ao empreendedorismo

André, Marcelo, Igor, Érica e Cristiano trabalharam todos na mesma empresa antes de abrirem a Mr. WolfAndré, Marcelo, Igor, Érica e Cristiano trabalharam todos na mesma empresa antes de abrirem a Mr. WolfFOTO: FREDY VIEIRA/JC
 
A relação entre quem possui uma empresa com quem trabalha nela é cheia de particularidades. Em algumas, no entanto, papéis verticais se invertem para passar a andar lado a lado. E muita coisa muda e é movida por conta disso, mas, acredite, a questão financeira é apenas mais uma parte. Ao menos para a galera da foto.
“É muito diferente se associar com alguém que compartilha das mesmas visões do que ser convidado e ter uma oportunidade de entrar num negócio que já existe”, afirma Marcelo Lubisco, 42 anos, hoje dono da empresa de design estratégico Mr. Wolf, ao lado de outros quatro empreendedores.
 
Antes da Mr. Wolf, aberta há cinco meses, os sócios Marcelo e Cristiano Miguel, 44, faziam parte de uma agência de Publicidade, justamente, que os convidou a entrar na sociedade. A dupla aceitou o desafio, que durou anos.
Cansados do formato operacional característico do ramo e com uma visão compartilhada de mercado, quando a sociedade se dissolveu os dois resolveram empreender juntos. E junto de mais gente também: outros três ex-funcionários deles.
“Juntamos forças através de visões parecidas e habilidades complementares”, explica Marcelo, referente à comparação do início do texto. A ideia partiu de selecionar um time sênior para cocriar o empreendimento e trabalhar de forma enxuta.
“Uma coisa que aconteceu foi que todos nós saímos da zona de conforto”, exclama Marcelo.
 
Quem topou a parada foram Érica Kiechle, 27; Igor Becker, 35; e André Lecue, 43. Todos eles, sem exceção, ocupavam cargos de alto nível nos empregos que mantinham. Com a segurança de todos se conhecerem há anos, as principais motivações vieram da autonomia de ter responsabilidade direta pelos resultados.
“Fiquei com a sensação que deveria ter empreendido antes. É muito bacana pôr o negócio de pé e ver a coisa acontecendo”, assume Igor. Érica, à época, estava assumindo um novo desafio em outra empresa.
 
A decisão de virar sócia veio de uma enorme reflexão sobre os objetivos de vida, sobre “ter mais controle sobre os próprios passos e definir o próprio caminho”, expõe ela. André, que é designer e atuava como diretor de criação, conta que ver números é algo novo para eles.
 
A Mr. Wolf atua em treinamento de equipes, integração de áreas e inovação de produtos e tem apenas uma funcionária. “A gente ajuda a compor a solução junto do cliente”, realça Cristiano.
“Nós nunca trabalhamos tanto, mas essa é a primeira vez que os resultados financeiros trabalham bem sem que a gente esteja preocupado com o dinheiro. Isso é algo que, quando ouvia outras pessoas falarem, não acreditava. E agora estou vendo na prática”, emenda ele.

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